To ligando pra dizer que a qualquer hora posso voltar!



- Postado por: Patrícia Moura às 01h28 PM
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doces lembranças...

"Senti saudade, vontade de voltar
Fazer a coisa certa
Aqui é o meu lugar
Mas sabe como é difícil encontrar
A palavra certa,
A hora certa de voltar,
A porta aberta,
A hora certa de chegar..."



- Postado por: Patrícia Moura às 01h40 AM
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[e eu já sinto o friozinho na barriga]

Sábado, 19 de dezembro de 2009, nada pra fazer a não ser pensar no que ainda está por vir!! Agora eu estou aqui no cantinho da minha cama, olhando pra um lugar que costuma ser só meu e que eu deixei de lado como tantas outras coisas que para mim tem certa relevância, mas que depois se torna mais uma. Talvez seja esse tempo chuvoso que esteja me deixando saudosa e com vontade de visitar alguns lugares que foram importantes para mim...lugares esses que estão muito mais dentro do que fora de mim. Talvez seja também essa época natalina que esteja me deixando assim. Uma coisa é certa, não quero ressuscitar os mortos, que eles fiquem quietos onde estão, apenas fazer saber que todos eles estÃO em lugares seguros de mim mesma!! depois muitos meses, sem ao menos vir aqui para ler palavras antigas, hoje venho para atualizar. Primeiro desejar a quem ainda possa lembrar desse lugar um FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!! Volto ao começo do mundo, onde a vida ainda gesta...Volto, volto ao que não era, ao que foi porvir, e reivindico ao tempo eu feita de mim mesma, tomo-me de volta, ressuscitada e re-nata para ser uma de mim que não te conhece. Volto e me elejo nova, outra, livre de tudo que é teu, para finalmente deitar-me de novo a teu lado, alva e leve, e esperar que me invadas todas as frestas.Tenho enfim a fome que finda e que em si se refunda, não para me por a procurar além, mas para encontrar-me em mim. Bendita seja esta fome saciada-a-saciar que me apascenta e liberta, que me enaltece e amplia. Encontro enfim a fome de mim mesma, desta de mim mesma que pude vir me fazendo, que tenho sido, que descobri comigo. As vezes esqueço de mim, um tanto. Morro, um tanto. Então escrevo para contar àquela de mim do que me compus. E escrevo de novo para lembrar a ti do que me fizeste.E pensar que não houveram estradas que não me custaram. Bom, se eu não me policiar sou capaz de escrever um livro hoje com tantas coisas acontecendo dentro de mim...TUDOAOMESMOTEMPOAGORA!! Então vou ficando por aqui mesmo assim da forma de se vestir, de falar, sobre o que falar, escrever... aquela que não quis mais nada usado. Quis algo limpo, novo, seu.
Aquela que do amor fez também suas idéias e das dores, cores, livros e encantos...



- Postado por: Patrícia Moura às 08h02 PM
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Parte II- O AMOR E A MUDANÇA DE SI

As coisas passam, queiramos ou não. Mas muitas vezes somos nós mesmos que não queremos que elas passem, que nos abandonem, pois não saberíamos viver sem elas. Toda partida é dolorosa, toda falta incomoda, nos deixa vazio. E como temos medo do vazio! Como temos medo de perder! De perder inclusive o que nunca tivemos. Somos seres carentes, contemplativos, idealizadores e sonhadores, somos capazes de inventar nossas próprias verdades para vivermos. Isso talvez explique (mas não justifique) nosso apego às coisas banais, a coisas superficiais; apego ao que não nos satisfaz, ao que está somente de passagem. Somos, todos nós, possuídos por carências, por necessidades, por fantasias, desejos, medos, esperanças, volto a frisar. É isso que nos faz humanos, exageradamente humanos. Somos, todos nós, seres imaginários, que vivemos de sonhos e de utopias, que queremos no que temos o que não temos naquilo que desejamos. Existem muitos amores imaginados, amores que nós construímos em silêncio para nós mesmos, e o outro nunca sabe, de nada fica sabendo. Na verdade, nunca amamos alguém pelo que esse alguém é e sim por aquilo que projetamos ou imaginamos nele. Nunca vemos o outro como ele é e sim como nossos desejos, como nosso ser imaginário o vê. É possível explicar assim a substância do amor? Não acredito. O amor é por si só misterioso. Decifrar o código do amor seria o mesmo que decifrar o código da felicidade ou da vida eterna. E nós só amamos porque não compreendemos o amor e a pessoa amada. O não-entendimento seduz o entendimento, o desconhecido desperta desejos secretos de se tornar conhecido. O amor tem seus mistérios. E sem eles o amor não existiria. O filósofo Jacques Derrida, no seu livro Paixões, diz muito bem que sem mistérios não há paixão... e por que não dizer: amor. Digo, além disso, que o amor está entrelaçado com o medo, com a dúvida, com o erro, com a desilusão e com doses de incompreensões. Por isso que amar não é fácil. Exige muito. Tanto que nem todo mundo quer pagar o preço de tantas exigências. Quem está disposto a amar está disposto a se abrir para uma nova vivência e a exigir muito do outro. Amor e exigências culturalmente caminham juntos e nem sempre sincronicamente...Amar também é desejo de ser amado por aquele que amamos. Por isso, nunca amamos aquele a quem nada desejamos e pedimos. O desejo e o amor também se alimentam de não-realizações. Quem ama pode sofrer muito por estar querendo aquilo que não pode ter plenamente. E na tentativa de obter o que tanto deseja, uma pessoa pode se cobrar muito, exigir muito de si para tocar o seu amado. É verdade: aquele a quem amamos pode não nos amar, pode não corresponder ao que sentimos, mas em muitas horas a gente precisa desse "amor sonhado no outro" para se sentir especial. Isso mesmo: o amor que sentimos pelo outro faz dele alguém especial, o faz se sentir alguém num mundo onde ele corre o risco de ser ninguém. Por isso, quem é amado, mesmo sem amar, pode ser também muito exigente. Tão exigente que pode sufocar, matar o amor daquele que já se exige tanto para conquistar o "amor" do outro. O amor, além disso tudo, exige outras coisas: exige liberdade e respeito de si para si mesmo. Quem ama não precisa se sacrificar. Sacrifício pode até ser bonito, mas não é um ato glorioso de amor. É covardia, é medo do vazio, medo de se sentir incapaz de viver outras vidas, de viver a incerteza, de enfrentar seus medos, de errar, de se iludir novamente...O amor exige muita coragem. E a maior de todas: abrir-se para si mesmo, entregar-se a si próprio, deixar o outro construir um espaço de significação em seu ser mais íntimo e fazer de sua solidão solidariedade, de seu refúgio um aconchego, de sua ponte uma morada, do outro um demônio salvador do seu desespero, fazer do outro um alguém e se sentir um alguém com ele. O problema é que muitas pessoas não querem ter a certeza do que gostam, do que desejam. Elas ficam com todos, mas não pertencem a ninguém. Essas pessoas não dialogam consigo mesmas e assim não sabem qual é a "coisa certa" ou a "pessoa exata" que a fará especial. Sempre acredito que as pessoas podem mudar porque tudo muda, como falei acima. Aquele que não muda não vive realmente porque não obedece à lei maior da vida em si mesma: a mutabilidade. A mudança só vem para aquele que a deseja; só muda quem sabe o valor que a mudança tem na sua vida, quem está disposto a pagar o preço pelas reorganizações subjetivas que irá vivenciar. Mas deixo um alerta: devemos sempre estar muito atentos às mudanças que fazemos em nome do amor que sentimos por alguém.



- Postado por: Patrícia Moura às 12h19 AM
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PEDAÇOS DE MIM MESMA

Foi Fernando Pessoa quem disse muito bem: "assim como falham as palavras quando querem exprimir um pensamento, assim falha qualquer pensamento quando quer exprimir qualquer realidade". Quando eu quero falar sobre mim mesma, as palavras falham, meus pensamentos tornam-se sensações indizíveis. Essa realidade é mais forte do que as palavras que a expressa e mais enigmática do que o pensamento é capaz de imaginar. Sabendo disso, uma amiga, com quem converso constantemente, anotou o que falei a seu lado, dois blocos de minhas falas. Um chama-se eu e as palavras e o outro intitula-se o amor e a mudança de si. Hoje, eu falo para vocês, através desses pedaços de mim mesma, que assim divido em duas partes.

Parte I - EU E AS PALAVRAS.

Sou uma pessoa que vive dialogando com as palavras para saber o que elas sabem de mim, do mundo, dos outros, das coisas que sinto. Sei que as palavras sabem mais de mim do que eu sei sobre elas. Mas não encontrei ainda palavras que me dissessem quem sou eu, o que acontece comigo, por que passo por certas coisas...Tenho aprendido muito com as pessoas e, principalmente, com meus amigos que sempre dizem palavras que revelam para mim dimensões de mim e das coisas que eu ainda não tinha imaginado. Tenho tido conhecimento de coisas ruins e outras boas. O caminho que venho abrindo tem me levado ao conhecimento e ao autoconhecimento - mesmo sabendo que há disritmias entre um e outro. Quanto mais longe vou, mais perto de mim fico, quanto mais descubro mais me vejo nas coisas, quanto mais conhecimento adquiro mais me estranho. Busco me ver naquilo que vejo, procuro meu lugar-no-mundo, quero encontrar as raízes que alimentam os galhos da árvore que cresce no horizonte. As palavras e as leituras que venho fazendo têm me ajudado imensamente a fortalecer meus galhos... O que sou hoje é tudo o que me aconteceu no passado, tudo o que a falta me fez, tudo que estou vivendo e sendo agora. Sim, digo estou sendo porque a vida é uma constante transformação, a vida é auto-organizadora, indefinível, imprevisível. A vida não é um "É" e sim um "ESTAR", estar-sendo. E esse estar-sendo significa temporalidade passageira. Tudo passa, mais lento ou mais rapidamente, mas tudo passa. Até nós iremos passar desse estado para outro. Trago em mim minhas raízes, elas me fazem crescer, mas como uma árvore, os galhos de minha existência seguem outros rumos que as raízes não conseguem imaginar. E mais cedo ou mais tarde da árvore que sou só restará folhas secas voando nos contornos imprevistos do vento ou aquelas que adubarão o solo... O que mais me inquieta é que mesmo sabendo que a vida é incerta, fenomênica e que tudo passa, ainda sinto que existem coisas em mim que persistem. Coisas que parecem ser mais fortes do que eu mesmo quando sei que elas também sou eu. Por que elas não passam? Por que elas são tão fortes? Porque tudo aquilo que nós sentimos nos desperta para nós mesmos, para nossa condição no mundo, para a dimensão que o outro ocupa em nossa vida. Assim como temos medo de sentir o que pode nos ferir, temos também medo de não sentirmos mais o que sempre nos deu prazer e felicidade. Uma parte de nós é construída pela presença do outro e por aquilo que vivemos a seu lado. Torna-se, muitas vezes, um auto-sacrifício cortar de uma hora para outra o que sentimos por alguém a quem tanto amamos, por exemplo. Cortar o que sentimos é o mesmo que matar o outro e cortar a parte de nossa existência que ele alimentava com sua presença. Isso talvez nos ajude a compreender por que uma pessoa não aceite seu amor partir. Não podemos prender o outro em nós, não podemos construir um abrigo para o outro quando este só quer um "não-lugar", um momento de passagem. A gente não pode construir uma casa para aquele que pede somente uma ponte para passar...



- Postado por: Patrícia Moura às 11h16 PM
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in.tros.pec.ção sf Psicol (lat introspectione). 1. Descrição da experiência pessoal em termos de elementos e atitudes.

Seguindo em frente...o caminho das pedras agora é o mais óbvio. À medida que progredimos no caminho, começamos a descobrir que ele é árduo, mas que não é feito somente de dificuldades. Nesse percurso, precisamos estar preparados para perdermos algumas coisas pelo meio. São as chamadas transformações, e é em decorrência dela que passamos também a questionar a qualidade dos nossos relacionamentos.
Tudo que é novo é subversivo, é incômodo, dá trabalho, mexe com os hábitos, com o comodismo. As pessoas não gostam de descobrir que estão erradas sobre determinada coisa porque isso as leva a questionar todas as suas outras certezas.Todas essas mudanças têm o poder de deixar inseguras as pessoas. Quando caminhamos em busca da nossa totalidade começamos a compreender coisas básicas que antes não tínhamos nos dado conta. A primeira coisa que percebemos é a nossa fragmentação diante de nós mesmos.Como o andrógino d'O Banquete, de Platão, estamos sempre na busca desesperada da nossa outra metade. E quando pensamos tê-la encontrado, quando achamos que vamos ficar com ela "até que a morte nos separe" - mesmo que esse tremendo prazo nos aterrorize um pouco - a nossa metade resolve ir embora e lá estamos nós novamente partidos, fragmentados, chorando e cantando, como o poeta: "Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim..."
Começamos então a procurar um relacionamento que não nos deixe tão perdido ao acabar porque, descobrimos já não tão surpresos, os relacionamentos acabam. E então percebemos que só vamos conseguir uma relação rica, criativa e inteira, se formos inteiros também. O passo inicial é questionar toda a nossa prática afetiva anterior. Intrigados, nos assalta a incômoda impressão de que amamos errado até agora. Por exemplo: o que procuramos no outro? Os homens geralmente querem uma mulher doce, meiga, sensível, terna, submissa, dependente; as mulheres, desejam um homem forte, enérgico, objetivo, empreendedor. Esses estereótipos masculino/feminino são tão comuns na nossa sociedade que se reproduzem até nos relacionamentos entre casais homossexuais, onde um deles assume o papel masculino e o outro parceiro o papel feminino. Isso porque fomos criados numa cultura que presume haver apenas esse padrão dual de relacionamento. O fato é que não existem qualidades femininas ou masculinas: existem qualidades humanas. A forma como nos relacionamos com os outros afetivamente nos ensina muito sobre nós mesmo. Com a paixão, aprendemos também o que está nos faltando: é só escrever, em qualquer ordem, ou da forma que vier à nossa mente, quais as coisas que desejamos num amante ideal. Faça isso agora. Quando terminar, você terá acabado de descrever o resto de si mesmo, e que só em si mesmo você poderá encontrar. A procura do eu inteiro, completo, poderá ser tão excitante e inebriante quanto a paixão. E com um final bem mais feliz.
Uma vez inteiros e completos, estamos livres para nos relacionar à vontade com quaisquer pessoas, de preferência também inteiras, também completas. Teremos nos livrado da posse, do ciúme, do medo, da insegurança. E para nos mantermos fiéis a essas novas idéias, precisamos abrir mão da necessidade de exclusividade na relação, sendo essa talvez a mudança mais difícil pela qual temos de passar. O interessante a esse respeito é que, apesar de vivermos defendendo a monogamia e a fidelidade, transgredimos constantemente essas regras nos nossos relacionamentos. Não é isso o que interessa. Quem transgride as regras é apenas um transgressor. O que importa é não aceitar essas regras, e forjar outras. Esse sim, é um comportamento revolucionário, transformador. A respeito do amor, Marilyn Ferguson comenta que "nosso conceito cultural das possibilidades do amor é tão limitado que não dispo-mos de um vocabulário apropriado para descrever as experiências holísticas de amor, o qual abrange sentimento, conhecimento e sensibilidade." Mas considera que a presença do amor é constante e indispensável nos relacionamentos transformadores, que "são caracterizados pela confiança. Quanto a mim, nada conheço sobre o amor que se compare à bela epístola de Paulo aos Coríntios, em um trecho que diz: "Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei."



- Postado por: Patrícia Moura às 11h39 PM
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"Ouve como o silêncio Se fez de repente Para o nosso amor".

Hoje respiro Vinicius...E tudo que ele representou e representa, no amor, na música, na poesia, no seu lado feminino de amar todas as mulheres numa só. Penso não na "A que há de vir", mas na mulher que já chegou. "Ela é o amor vivendo de si mesmo. É a que dormirá comigo todas as luas, e a quem eu protegerei contra os males do mundo. Ela é a anunciada da minha poesia. Que eu sinto vindo a mim com os lábios e com os peitos. E que será minha, só minha, como a força é do forte e a poesia é do poeta".


"Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou
Chegou enfim"
. Canção do amor que chegou.

Ouvindo: Eu sei que vou te amar|Vinicius de Moraes



- Postado por: Patrícia Moura às 03h11 PM
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Existe uma calma rendição ao tumulto do dia, quando o calor de um vento rodopiante pode ser afastado. Um momento encantado que me acompanha até o fim. É o suficiente para acalmar essa minha inquietude. Posso sentir o amor esta noite, porque ele está onde nós estamos, estendido para repousar...É o suficiente para fazer reis e vagabundos acreditarem no melhor. Existe um tempo para todos, se apenas aprendessemos que o caleidoscópio que gira move a todos nós, um após o outro e que existe um verso e motivo para as vastidões ao ar livre, quando o meu coração viajante desafortunado pulsa em rítmo com o seu. Toda minha vida, eu tenho procurado palavras para dizer como eu me sinto. Minha mãe sempre diz que eu não devo apressar o amor, que devo esperar, pois o amor não vem fácil, é um jogo de dar e receber e,  acreditar no bom momento, não importando  quanto tempo isso leve é eficaz. Me arrisquei em romances duas ou três vezes. Talvez e só talvez tenha aprendido que quando se ama tão profundamente, esse alguém se torna parte de sua vida e fica fácil sucumbir medos opressivos internos. A beleza tem que florescer na luz e que cavalos selvagens devem correr livres, ou seus espíritos morrem. Então num gesto de boa vontade, abro minhas mãos para ver você subir tal qual uma borboleta, para que meu coração possa conduzi-la de volta sempre que estiver pronta para pousar.



- Postado por: Patrícia Moura às 11h22 AM
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eu sou de mim novidade e regresso...

Renasço num algo de mim mais perfeito, mais perto do sem fim, quanto mais tu vais te fazendo naquilo que sou, quanto mais vou me tornando o que sabes de mim. Vou desbordando do ordinário e comungando altura e beleza, completude e espaço de céu. Há em mim uma prenhez de infinitos que espera tua chegada para se realizar em nós. E vou ficando boba, com o olhar cada vez mais longe e mais bonito, contando os dias e as horas, mesmo sabendo que isso só prolonga mais o tempo, que atrasa os relógios. Que se emociona com coisas simples. Que se vê beleza nos detalhes, vê um encanto nas coisas de viver, como o sorriso que você vê no espelho, como a pronúncia diferente de uma palavra em mimetismo de amor, na memória do riso. Brilhos de amanhecer azulado e você quase pode tocar a delicadeza do dia, você quase inventa uma cor nova para o céu, você quase sente o abrir de todas as flores nas pálpebras, você quase fala todas as línguas e você pega isso tudo, tudo, tudo com as mãos em concha, como quem aninha um filhote de pássaro e coloca entre os seios, no meio do peito, e fica sentindo as asas mexerem um pouquinho, o calor novo, aquele brotar de vida, aquela felicidade que veio morar finalmente em você, vestida na nudez das horas, com os braços fecundos dos dias que serão nossos, com a alma em véspera de amor maior. Eu fico pensando no que te direi agora que meu corpo grita, que meus braços doem, que minhas pernas se desmancham, agora que tu me puseste em tudo pelo avesso e me vestiste de nenhum? O que te direi agora que só me resta rendição?

Três beijos especiais:

Larissa, a quem dedico um segredo
Lulu, a quem dedico uma flor
Dani, a quem dedico uma estrela

Palavras do mês:

- Amigos
- Versamentos
- Avesso
- Vanessa [com direito a parabéns]



- Postado por: Patrícia Moura às 01h13 PM
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É, essa sou eu hoje...

 

Eu quero nossa convivência tão longa quanto a frase de Proust. Sua forma tão perfeita quanto o soneto de Vinicius. Seu universo tão vasto quanto a epopéia de Homero. Sua existência tão fantasticamente verossímil quanto o conto de Borges. Seu interior tão indecifrável quanto a personagem de Clarice. Sua partida tão angustiante quanto o absurdo de Kafka. Eu quero vê-la nos livros e lê-la no leito, recitá-la num beijo e tê-la nos mitos, folheá-la nos dias e relê-la na eternidade finita que antecede o ponto final.



- Postado por: Patrícia Moura às 07h22 PM
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DIGA SIM PRA MIM...abra a caixa!!!!

As formas que compõem a letra do seu nome, mexem muito comigo. Quando vejo aquele conjunto único de letras, algo aqui se manifesta, principalmente quando são para mim. Tanto faz se é resposta ou vontade própria. Era essa a minha intenção. Pensar em mim, lembrar de mim, causar algo em você, que te envolva como estou envolvida. Nos meus sonhos me senti dominada. Debaixo dos lençois senti o seu corpo juntinho do meu. Vi suas pintas, isso te fez mais mortal e mais perfeita, aos meus olhos. Em um sonho bom, eu só queria ter perdido a hora. Não sabia que te queria, mas quando você sorri, vejo as estrelas se deitando comigo. Não sabia que te gostava, mas quando passas perto de mim, partem contigo minhas loucuras inconfessas emaranhadas nos teus cabelos. Não sabia que não te esquecia, mas quando te recordava, refazia cada um dos passos rumo a mim mesma. Não sabia que te desejava, mas quando falas, tua voz lava o pó do meu caminho. Não sabia que sofria, mas quando não te vejo, me distraio queimando um a um todos os meus brinquedos. Não sabia que te queria, mas enquanto desesperada te busco, me perco entre os dedos da mão que segura o tempo que passa por nós. E agora me vejo tendo os teus gestos misturados com minhas fantasias se transformando em aparentes correspondências da sua parte, fazendo com que eu sonhe mais, te deseje mais e queira mais a sua companhia, fazendo com que comece novamente o ciclo.

- Amor platônico
- Morte consciente
- Teimosas manias
- Desejo impiedoso
- Calor intenso

Resultado: Reações sem domínio

*Ouvindo: Isabella Taviani - DIGA SIM!



- Postado por: Patrícia Moura às 04h55 PM
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Horoscopo das putas



Os tarados de plantão e o Nelson Rodrigues garantem que toda mulher tem
um lado puta, ou seja, em maior ou menor grau, qualquer mulher se sentirá
usuária deste horóscopo. Afinal desvendaram os mistérios astrais das
putas.

Saiba um pouco mais...

ÁRIES

- o comportamento de uma puta de áries se resume em uma palavra:
insaciável. Nunca está satisfeita. E ai de você se você não comer o cu
dela hoje! No outro dia vai começar a agir feito uma criança que teve seu
pirulito roubado, vai gritar com muita histeria, não importa onde vocês
estiverem.

Se estiverem na entrada do seu serviço, azar seu, ela fará o escândalo
do mesmo jeito. Boquete perigoso, em ambos sentidos: é um dos melhores do
zodíaco, e também perigoso porque a ariana nem sempre dispensa uma boa
abocanhada, com dente e tudo. E o pior é que é exigente: depois de um
tempo começa a agir como se fosse sua dona, mesmo dando pra todo mundo
todo dia.
Pode uma coisa dessas? Só saia com puta de áries se você estiver mesmo a
fim de descobrir do que uma puta é capaz (se é no bom ou no mau sentido,
descubra por sua conta e risco)

TOURO

- adora pegar homem dos outros. O lema da puta taurina é "casado é
mais apetitoso". Quando for comer uma taurina, não vá à casa dela: você
vai se sentir num museu. Não é uma boa pedida, a não ser que você goste de
armários com ornamentos no estilo rococó ou cadeiras Luis XV. E ela não vai
deixar você ir embora enquanto você não estiver totalmente desprovido de
energia.
É a puta de cara séria nas festas, daquelas que ficam com cara de quem
comeu e não gostou, encostadas em alguma parede esperando por algum
geminiano ou escorpiniano trouxa. Adora fanta uva.

GÊMEOS

- ê puta mala! A mulher mais mala do zodíaco é a geminiana, e com a
puta não poderia ser diferente. Não pára de falar um minuto: é um modo de
tentar te convencer de que ela é uma menina inteligente. De início elas
até enganam com essa máscara, mas bastam alguns minutos para se descobrir
definitivamente que, além de não serem tão inteligentes assim, as putas de
gêmeos são malas pra caralho!
Falam mesmo, e sobre qualquer coisa, e o pior, a qualquer momento. É a
típica putinha pseudo-intelectual que gosta da obra de qualquer artista
badalado no momento. É a típica fã de filme do Almodóvar. Qualquer
filme deixa a puta de gêmeos excitada, até o do Ace Ventura. Pra deixá-la
louca para dar o cuzinho, basta levá-la ao cinema.
As putas de gêmeos adoram massagens. São Paulo é e sempre será a cidade
preferida delas, depois de Nova Iorque, claro. Esquisitices são com elas
mesmo. Se no meio da noite você acordar com a puta conversando
animadamente com o seu pau sobre cinema, pode apostar: é puta de gêmeos. É
pra uma noite só, e chega.

CÂNCER

- cuidado! Esta puta é muito maternal! Se depois de comê-la você tiver
febre, ela é daquela que vai te cuidar na caminha, dar remédio na
boquinha, te tratar como um bebezinho. É daquelas que ou fuma ou já
experimentou maconha. Tem gatos idiotas em casa. É a típica puta de
eletricistas e encanadores. De puta que é, você pode está gripado na cama,
com 40 graus de febre: ela vai dar pro entregador de pizza numa boa no
sofá da sala, e se você estiver precisando de tomar dipirona e gritar, ela
pára a trepada, te dá o remédio e volta em seguida para os braços do
entregador. Se você é daqueles que se acham "salvador de putas", daqueles
que as "tiram daquela vida" para transformá-las em dedicadas esposas, este
é um dos poucos signos que te oferecerão boas chances de sucesso. As putas
de câncer tem a curiosa
característica de cansarem de ser putas depois de uma certa idade, e
passam a se dedicar integralmente ao seu papel de mães se tiverem filhos,
ou de enfermeira s se não tiverem.

LEÃO

- prepare o seu bolso! Puta de luxo. Caríssima. Vaidosa que só ela.
Jóias, todas as jóias do mundo para esta puta glamurosa. Se for pobre,
fará de tudo para simular riqueza, comprando bijuterias, calcinhas de
renda, ou sapatos de salto nas liquidações das lojas da rua Saldanha
Marinho. Gosta que você bata na bunda dela até ficar vermelha.
Adora dar o cuzinho. Não pode ver policial na rua. Se estiver dirigindo,
pisa fundo no acelerador só pra ter a chance de ser multada por algum
deles.
Se você for de classe social B ou A, e portanto tiver acesso a uma puta
leonina, só tome cuidado pra não sujar a roupa dela, senão o escândalo
que ela detonará vai ser de um tamanho tal que te fará se arrepender de
ter nascido...

VIRGEM

- assim como a puta de gêmeos, a de virgem é um saco. Não é nem 10% do
que a geminiana é em termos de ser mala. As virginianas na verdade não
são malas. O que enche o saco é o pré-requisito: para comer uma puta de
virgem, é preciso saber mitologia grega.
Você tem que vir com aqueles papos de que ela é afrodite e tal. Mas se
você souber um pouco de mitologia grega e tiver paciência, terá acesso à
puta mais puta que você já conheceu. Bebe sêmem no chão, pede pra você
enrabar sem usar lubrificante, bate uma punheta muito gostosa, pede pra
ser comida por 5 ao mesmo tempo, enfim, é puta totalmente puta. Se você
não manja nada de mitologia, ainda há uma chance: basta convidá-la pra
acampar e chamar a turma de amigos para ir junto. É a típica putinha de
acampamento, que garante dias de diversão. É item obrigatório na bagagem,
tanto quanto o jogo de cartas e o violão.

LIBRA

- a puta de libra é sofisticada, mas não é cara como a leonina. A
sofisticação da puta libriana é genial: perfumes, música, tudo aquilo
que dá um clima bom faz com que ela se transforme numa belíssima (e
dificilmente decepcionante) puta.
Sabe tirar sofisticação mesmo de situações de baixo orçamento. É a puta
dançarina. Se numa festa a fantasia tiver uma mulher vestida de
odalisca e dançando de maneira muito empolgada, pode ser uma puta de
peixes, mas se estiver muito perfumada, é de libra. O que importa é
dançar. As cachorrinhas de baile funk são muitas vezes librianas.

ESCORPIAO

- é a puta cara-de-pau. Não parece muito puta, normalmente é tímida,
mas quando dá pra ser puta, deus nos acuda...dá em qualquer ambiente:
banheiros, almoxarifados, corredores de teatro, congresso nacional... É a
típica esposa puta, daquelas que fala "oi benzinho" quando o marido chega
cansado de uma longa viagem e ela aproveitou para tirar o atraso com
marinheiros ou strippers enquanto o marido viajava. O marido nem desconfia
de que tem uma máquina de chifres em casa. A puta de escorpião é uma das
poucas que não precisa de justificativa para dar. É na base do "dou porque
gosto", se não for intelectualizada, ou do tipo "dou, logo existo", se for
intelectualizada.

SAGITÁRIO

- a puta de sagitário ri muito, fala palavrão e pode comentar o seu
desempenho sexual até na fila do caixa eletrônico do Itaú. Tem especial
atração por bois e cavalos, assim como as taurinas. É a puta de festa
do peão. Também pode ser a puta fotogênica, daquelas que dançam no
programa do Gugu ou ficam nos stands do Salão do Automóvel.

As bandas de Axé Music, quando tem dançarinas, pode crer que uma delas é
de sagitário. Piadas são com elas mesmas. Sem-graça, mas tudo bem. O que
vale afinal são os buracos, todos muito gulosos.

CAPRICÓRNIO

- é o mais claro exemplo que confirma a frase que diz "as aparências
enganam". Muito econômica em tudo na vida, só abre exceção para o sexo,
onde não economiza nada. Suga tudo, o cu fica imenso, a buceta fica
roxa...E ela ainda quer mais, mais, mais. É como a ariana neste sentido,
só não é violenta. É a puta que gosta de reggae, ou de música
regionalista. Pode ser comunista, às vezes. E é fã de Gilberto Gil, claro.
Só ele é capaz de fazê-la interromper uma trepada. Está dada a dica.
Quando você não aguentar mais, pegue o controle do aparelho de som sem que
ela perceba e toque alguma faixa do seu cd do Gil. Ao menos enquanto durar
a música, a pausa estará garantida.

AQUÁRIO

- a puta de aquário dá por humanitarismo. Ela gosta de ajudar os
necessitados e desvalidos de todo tipo. Se apaixona por gays com
facilidade, pois sabe que jamais vão querer comê-la, a menos que ela os
envolva com teorias altamente freudianas explicando que é mister que eles
se lembrem da virilidade perdida, reeditando seus complexos edipianos,
comendo uma puta aquariana de vez em quando (só mesmo uma puta de aquário
para embarcar numa viagem destas, e pior ainda, convencer!). A puta de
aquário, às vezes num puta tédio de puta, na ânsia de uma nova e
emocionante aventura, dá pra algum sujeito totalmente inusitado, ou
somente para não perder o costume, afinal de contas, é de aquário mas é
puta. Quando uma mulher de aquário que não é puta e quer agir como puta,
normalmente usa de alguma justificativa humanitária para consolidar seu
desejo. Agora, se você é daqueles sujeitos que se realizam sendo os
"heróis" que tiram as mulheres putas de sua "vida dura", convertendo-as em
mulheres virtuosas, não perca tempo com uma puta de aquário. Ela jamais
deixará de ser puta só porque você quer.

Não existe aquariana que vire puta por "necessidade financeira" ou
qualquer outro pretexto típico de puta. Se virou é porque quis mesmo. As
putas de aquário são facilmente reconhecidas numa danceteria: quando
começa a tocar " eu sou de ninguém/eu sou de todo mundo/e todo mundo me
quer bem", ela sempre é a primeira a sacudir o corpo todo, com as mãos pra
cima, olhos fechados mirando o céu, cantando o refrão...

PEIXES

- uma gracinha de putinha. Adora desenhos animados, normalmente o do
Pica-Pau, ou Pinky e o Cérebro se ela for uma puta de classe média e tiver
tv a cabo. É daquela que não tem problema nenhum em comentar um episódio
do Chaves entre uma trepada e outra. Tem cara de séria. Pode trepar com
uma expressão tão sisuda que vai parecer que está dando por obrigação.
Ledo engano. É que ela está sempre com expressão séria, mesmo. É a típica
putinha que freqüenta bares de mpb. Adora dar pra músicos. Para cada
música do Chico Buarque que você tocar, a puta pisciana te oferece um
boquete com creme de leite, ou um cuzinho Passado, ou uma tradicional e
sempre bem-vinda xoxotada
ao molho madeira, pra ela tanto faz. E depois de uma boa trepada com
seu músico favorito, volta para o bar, sobe no palco e canta Elis Regina.
Pior ainda: canta bem. Chora um pouco depois da quarta trepada
consecutiva. Não é culpa sua: ela chora por qualquer motivo, mesmo. Tome
cuidado para não se apaixonar ! Lembre-se de que é uma puta, e vai
reproduzir as mesmas lindas emocionantes cenas na cama de algum sambista
mal-sucedido no dia seguinte.



- Postado por: Patrícia Moura às 09h59 PM
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"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros." Caio Fernado Abreu

 

Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa... Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitada, que coloco em palavras todo o meu processo mental, e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa. estou aprendendo que a vida é o agora, porque já não tenho mais idade para, dramaticamente, usar palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos estou aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.substituo expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar", e é esse o jeito  mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência e como diria Caio F. Abreu "Me ajuda que hoje eu tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou Virginia Woolf em outras vidas..." Me explica, que às vezes tenho medo. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim. Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parada, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada. E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? Parece incrível ainda estar viva quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê, e não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim. Mas se eu tivesse insistido, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lembranças esquecidas numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Preciso continuar aqui onde está constantemente amanhecendo.Essa morte constante das coisas é o que mais dói, e o pó se acumula todos os dias sobre as emoções.

"...guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo...Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. " Caio F. Abreu



- Postado por: Patrícia Moura às 10h58 AM
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O Amor não tira férias

É claro que é o título de um filme que me foi recomendado porque se parecia muito comigo. Comecei a assistir e fiquei tentando imaginar onde ele poderia ter algo haver comigo. Mas, quando as cenas vão se passando e automaticamente se encaixando fui percebendo que atravessei  quase o mesmo processo que as personagens principal do filme. É claro que também ri e chorei sozinha, talvez num ato de pena-de-mim-mesma!! Por que será que nunca ouvimos a mulher que existe dentro de nós, para que eventualmente também consigamos entender o que elas realmente querem? De todas as lições a que somos obrigadas novamente a nos submeter, a mais importante aparece carregada de um cretinismo tão honesto que chega a encantar. 
"Descobri que quase tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: "encontro de amor é jornada finda". Que idéia maravilhosa! Pessoalmente, eu achei que tivesse passado por algo parecido com isso. Estou convencida de que Shakespeare já. Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas. Não foi Shakespeare que também disse que o amor é cego? Isso é uma coisa da qual eu tenho certeza. Para alguns, sem explicação, o amor se apaga. Para outros o amor simplesmente se perde.. ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite. No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel... aquele que quase mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido". E eu sou especialista nele. A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente. Mas, o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aqueles que se apaixonam sozinhos? Somos vítimas de uma relação de mão única. Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não amados. Os que caminham feridos, os deficientes sem uma vaga exclusiva...". Até bem pouco tempo atrás o amor tomava uma grande parte do meu tempo, pensava nele muito mais do que deveria. Mas é assim, faço parte dos que amam e não são correspondidos. Que experimenta o amor de todas as fomas: o amor cego, o amor que se apaga sem explicação, amor que se perde ou amor que brota e dura as vezes uma noite. Depois vem novamente o vazio e é ele que nos faz seguir em frente e quando menos se espera estar novamente a procura dele. É a vontade de sentir e ter um abraço que te faça esquecer do resto do mundo. É a vontade de se ouvir palavras de um futuro bom. É a vontade de mesmo tendo um 'beijo de criança', este ser o mais gostoso do mundo. É sentir potencial para se apaixonar.É o desejo, é a falta e é a vontade de tantas coisas boas reunidas em uma só que nos fazem continuar nessa eterna procura. Que me faz ter certeza de que o amor não tira férias!
Por mais que se afirme não querer mais saber do amor ( e já perdi as contas das vezes que essa frase foi dita por mim), inconscientemente em qualquer oportunidade estamos nós prontos para viver o que for, ir até o fim para saber se é amor.


"Estou tentando  dizer é que compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro. E não importa seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com as amigas, quando se deitar, continuará relembrando cada detalhe e se perguntando o que fez de errado ou por que não percebeu. E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz? Pode até se convencer que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir querida e os pequenos pedaços da sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu na sua vida, começarão a desaparecer". (Iris, personagem de Kate Winslet)



- Postado por: Patrícia Moura às 05h04 PM
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EU PEDI BORBOLETA E NÃO LAGARTA!!!

Por Nádia Lopes

Tudo bem que elas viram borboleta, hoje eu sei...o tempo pode ser um a grande remédio ou uma grande desculpa...enquanto isso sinto que a vida é esse minuto passando. A vida não é brincadeira. Num dado momento, nos tira as certezas nos deixa caídos e desamparados, é a passagem do sonho para realidade que é sempre um abismo louco e longo...de onde podemos alçar vôo ou cair para sempre. Viver é esse exercício de fazer escolhas, assim definitivas entre a vida e a morte, entre viver cada minuto com o peso da responsabilidade de ser único ou com a leveza de que é frágil, passageiro e só nos resta vivê-lo intensamente (ou não) mas sempre como donos da história e da escolha. Já fui mais pesada em relação a vida, uma boa Uraniana (Aquário) carregando minha casa natal e dando um jeito meio cinza e dramático de viver. Por vezes estive triste...me alimentando de dores e lendo Fernando Pessoa, Clarisse, Cortázar, Caio Fernando Abreu, Lya Luft, etc (tudo bem, eu aindo os leio)... era quase um exercício de silêncio e solidão...difícil explicar, mas, era como se ser feliz fosse um egoísmo extremo, uma inconsciência, uma alienação...Mas PASSOU! Não sei se foi por que ouvi alguém cantarolar que era "preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", ou por que deixei de me levar a sério, ou por que a vida ficou tão caótica que ficou cômica, ou se foi a lua em leão, ou meu ascendente que é sagitário, me amoleceu...ah, eu não sei... de repente, não queria mais fomentar a dor, foi como se a tal felicidade, que eu sempre soube merecer e procurava em bocas e braços alheios, me fizesse um "psiu" me chamando para dentro, como se a consciência tivesse descoberto a Bahia, e brincasse nas águas de Salvador, foi assim num minuto qualquer que optei pela vida. A leveza da vida, não me queria mais exposta e em carne viva, deixei de cutucar as feridas de sempre, de espalhar pelo caminho as pedras que fatalmente me derrubavam, me perdoei de várias asneiras, deixei de engessar os braços antes de subir nos muros, de criar pontes quebradas me impossibilitando seguir, talvez tenha sido Manoel da Barros que me disse "que os passarinhos de NY também tem duas patas e que tudo era só vento e aflição do espírito"...foi um soma de pequenos detalhes, poesias, palavras, filmes, foram beijos gostoso que passaram sem deixar um gosto ácido na boca, foram alguns abraços, alguns sonhos que reinventei, cores que voltei a ver, foi a vida me convidando prá dançar, e dessa vez não era tango.... Hoje sei que as dores todas eram minhas, criadas por mim, vendo através da lente dos meus complexos, super valorizando meus medos, minha incapacidade de me encarar, eram diques ... palavras entaladas na garganta que só sabiam arder, culpas, medos, sufoco...eram meus escudos.
A vida é linda, brilha...e se as vezes dói, é como diz a Virgínia no filme ´as horas´: "é preciso alguém morrer para os outros valorizarem a vida"... talvez a Patrícia sem esperança tenha morrido, mas a que ficou está voando...refiz minhas asas, é sempre primavera, vento norte e eu mereço! Merecemos!



- Postado por: Patrícia Moura às 12h35 AM
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Um pouco de mim

Eu mesma! Patrícia Moura.
"Eu sou como eu sou pronome pessoal intransferível daquilo que iniciei na medida do impossível. Eu sou como eu sou agora sem grandes segredos dantes sem novos secretos dentes nesta hora. Eu sou como eu sou presente desferrolhado indecente feito um pedaço de mim. Eu sou como eu sou vidente e vivo na intranquilidade todas as horas do fim".


Como estou!

Data : 11-12-2006.
Na TV : Desligada.
No Radinho : Ana Carolina.
Roupitcha : Pijama.
Nos pézinhos : Pés no chão.
Nhan-Nhan! : Besteiras.
Glub-Glub!: Água!
Ler, faz bem! : Clarice Lispector.
WWW. : A Dona do Umbigo.
Pensamento vai looonge! : Eu te amo, e você?
Tun-tun! : Amo. Amo muito!
Bululu-Bululu-Msn : Off.S/ tempo!
Tempinho!: Que dia Lindo!



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Vanessa da Mata

Trilha Sonora do Ensaio Geral
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