Renasço num algo de mim mais perfeito, mais perto do sem fim, quanto mais tu vais te fazendo naquilo que sou, quanto mais vou me tornando o que sabes de mim. Vou desbordando do ordinário e comungando altura e beleza, completude e espaço de céu. Há em mim uma prenhez de infinitos que espera tua chegada para se realizar em nós. E vou ficando boba, com o olhar cada vez mais longe e mais bonito, contando os dias e as horas, mesmo sabendo que isso só prolonga mais o tempo, que atrasa os relógios. Que se emociona com coisas simples. Que se vê beleza nos detalhes, vê um encanto nas coisas de viver, como o sorriso que você vê no espelho, como a pronúncia diferente de uma palavra em mimetismo de amor, na memória do riso. Brilhos de amanhecer azulado e você quase pode tocar a delicadeza do dia, você quase inventa uma cor nova para o céu, você quase sente o abrir de todas as flores nas pálpebras, você quase fala todas as línguas e você pega isso tudo, tudo, tudo com as mãos em concha, como quem aninha um filhote de pássaro e coloca entre os seios, no meio do peito, e fica sentindo as asas mexerem um pouquinho, o calor novo, aquele brotar de vida, aquela felicidade que veio morar finalmente em você, vestida na nudez das horas, com os braços fecundos dos dias que serão nossos, com a alma em véspera de amor maior. Eu fico pensando no que te direi agora que meu corpo grita, que meus braços doem, que minhas pernas se desmancham, agora que tu me puseste em tudo pelo avesso e me vestiste de nenhum? O que te direi agora que só me resta rendição?
Três beijos especiais:
Larissa, a quem dedico um segredo
Lulu, a quem dedico uma flor
Dani, a quem dedico uma estrela
Palavras do mês:
- Amigos
- Versamentos
- Avesso
- Vanessa [com direito a parabéns]
Eu quero nossa convivência tão longa quanto a frase de Proust. Sua forma tão perfeita quanto o soneto de Vinicius. Seu universo tão vasto quanto a epopéia de Homero. Sua existência tão fantasticamente verossímil quanto o conto de Borges. Seu interior tão indecifrável quanto a personagem de Clarice. Sua partida tão angustiante quanto o absurdo de Kafka. Eu quero vê-la nos livros e lê-la no leito, recitá-la num beijo e tê-la nos mitos, folheá-la nos dias e relê-la na eternidade finita que antecede o ponto final.

As formas que compõem a letra do seu nome, mexem muito comigo. Quando vejo aquele conjunto único de letras, algo aqui se manifesta, principalmente quando são para mim. Tanto faz se é resposta ou vontade própria. Era essa a minha intenção. Pensar em mim, lembrar de mim, causar algo em você, que te envolva como estou envolvida. Nos meus sonhos me senti dominada. Debaixo dos lençois senti o seu corpo juntinho do meu. Vi suas pintas, isso te fez mais mortal e mais perfeita, aos meus olhos. Em um sonho bom, eu só queria ter perdido a hora. Não sabia que te queria, mas quando você sorri, vejo as estrelas se deitando comigo. Não sabia que te gostava, mas quando passas perto de mim, partem contigo minhas loucuras inconfessas emaranhadas nos teus cabelos. Não sabia que não te esquecia, mas quando te recordava, refazia cada um dos passos rumo a mim mesma. Não sabia que te desejava, mas quando falas, tua voz lava o pó do meu caminho. Não sabia que sofria, mas quando não te vejo, me distraio queimando um a um todos os meus brinquedos. Não sabia que te queria, mas enquanto desesperada te busco, me perco entre os dedos da mão que segura o tempo que passa por nós. E agora me vejo tendo os teus gestos misturados com minhas fantasias se transformando em aparentes correspondências da sua parte, fazendo com que eu sonhe mais, te deseje mais e queira mais a sua companhia, fazendo com que comece novamente o ciclo.
- Amor platônico
- Morte consciente
- Teimosas manias
- Desejo impiedoso
- Calor intenso
Resultado: Reações sem domínio
*Ouvindo: Isabella Taviani - DIGA SIM!

Os tarados de plantão e o Nelson Rodrigues garantem que toda mulher tem
um lado puta, ou seja, em maior ou menor grau, qualquer mulher se sentirá
usuária deste horóscopo. Afinal desvendaram os mistérios astrais das
putas.
Saiba um pouco mais...
ÁRIES
- o comportamento de uma puta de áries se resume em uma palavra:
insaciável. Nunca está satisfeita. E ai de você se você não comer o cu
dela hoje! No outro dia vai começar a agir feito uma criança que teve seu
pirulito roubado, vai gritar com muita histeria, não importa onde vocês
estiverem.
Se estiverem na entrada do seu serviço, azar seu, ela fará o escândalo
do mesmo jeito. Boquete perigoso, em ambos sentidos: é um dos melhores do
zodíaco, e também perigoso porque a ariana nem sempre dispensa uma boa
abocanhada, com dente e tudo. E o pior é que é exigente: depois de um
tempo começa a agir como se fosse sua dona, mesmo dando pra todo mundo
todo dia.
Pode uma coisa dessas? Só saia com puta de áries se você estiver mesmo a
fim de descobrir do que uma puta é capaz (se é no bom ou no mau sentido,
descubra por sua conta e risco)
TOURO
- adora pegar homem dos outros. O lema da puta taurina é "casado é
mais apetitoso". Quando for comer uma taurina, não vá à casa dela: você
vai se sentir num museu. Não é uma boa pedida, a não ser que você goste de
armários com ornamentos no estilo rococó ou cadeiras Luis XV. E ela não vai
deixar você ir embora enquanto você não estiver totalmente desprovido de
energia.
É a puta de cara séria nas festas, daquelas que ficam com cara de quem
comeu e não gostou, encostadas em alguma parede esperando por algum
geminiano ou escorpiniano trouxa. Adora fanta uva.
GÊMEOS
- ê puta mala! A mulher mais mala do zodíaco é a geminiana, e com a
puta não poderia ser diferente. Não pára de falar um minuto: é um modo de
tentar te convencer de que ela é uma menina inteligente. De início elas
até enganam com essa máscara, mas bastam alguns minutos para se descobrir
definitivamente que, além de não serem tão inteligentes assim, as putas de
gêmeos são malas pra caralho!
Falam mesmo, e sobre qualquer coisa, e o pior, a qualquer momento. É a
típica putinha pseudo-intelectual que gosta da obra de qualquer artista
badalado no momento. É a típica fã de filme do Almodóvar. Qualquer
filme deixa a puta de gêmeos excitada, até o do Ace Ventura. Pra deixá-la
louca para dar o cuzinho, basta levá-la ao cinema.
As putas de gêmeos adoram massagens. São Paulo é e sempre será a cidade
preferida delas, depois de Nova Iorque, claro. Esquisitices são com elas
mesmo. Se no meio da noite você acordar com a puta conversando
animadamente com o seu pau sobre cinema, pode apostar: é puta de gêmeos. É
pra uma noite só, e chega.
CÂNCER
- cuidado! Esta puta é muito maternal! Se depois de comê-la você tiver
febre, ela é daquela que vai te cuidar na caminha, dar remédio na
boquinha, te tratar como um bebezinho. É daquelas que ou fuma ou já
experimentou maconha. Tem gatos idiotas em casa. É a típica puta de
eletricistas e encanadores. De puta que é, você pode está gripado na cama,
com 40 graus de febre: ela vai dar pro entregador de pizza numa boa no
sofá da sala, e se você estiver precisando de tomar dipirona e gritar, ela
pára a trepada, te dá o remédio e volta em seguida para os braços do
entregador. Se você é daqueles que se acham "salvador de putas", daqueles
que as "tiram daquela vida" para transformá-las em dedicadas esposas, este
é um dos poucos signos que te oferecerão boas chances de sucesso. As putas
de câncer tem a curiosa
característica de cansarem de ser putas depois de uma certa idade, e
passam a se dedicar integralmente ao seu papel de mães se tiverem filhos,
ou de enfermeira s se não tiverem.
LEÃO
- prepare o seu bolso! Puta de luxo. Caríssima. Vaidosa que só ela.
Jóias, todas as jóias do mundo para esta puta glamurosa. Se for pobre,
fará de tudo para simular riqueza, comprando bijuterias, calcinhas de
renda, ou sapatos de salto nas liquidações das lojas da rua Saldanha
Marinho. Gosta que você bata na bunda dela até ficar vermelha.
Adora dar o cuzinho. Não pode ver policial na rua. Se estiver dirigindo,
pisa fundo no acelerador só pra ter a chance de ser multada por algum
deles.
Se você for de classe social B ou A, e portanto tiver acesso a uma puta
leonina, só tome cuidado pra não sujar a roupa dela, senão o escândalo
que ela detonará vai ser de um tamanho tal que te fará se arrepender de
ter nascido...
VIRGEM
- assim como a puta de gêmeos, a de virgem é um saco. Não é nem 10% do
que a geminiana é em termos de ser mala. As virginianas na verdade não
são malas. O que enche o saco é o pré-requisito: para comer uma puta de
virgem, é preciso saber mitologia grega.
Você tem que vir com aqueles papos de que ela é afrodite e tal. Mas se
você souber um pouco de mitologia grega e tiver paciência, terá acesso à
puta mais puta que você já conheceu. Bebe sêmem no chão, pede pra você
enrabar sem usar lubrificante, bate uma punheta muito gostosa, pede pra
ser comida por 5 ao mesmo tempo, enfim, é puta totalmente puta. Se você
não manja nada de mitologia, ainda há uma chance: basta convidá-la pra
acampar e chamar a turma de amigos para ir junto. É a típica putinha de
acampamento, que garante dias de diversão. É item obrigatório na bagagem,
tanto quanto o jogo de cartas e o violão.
LIBRA
- a puta de libra é sofisticada, mas não é cara como a leonina. A
sofisticação da puta libriana é genial: perfumes, música, tudo aquilo
que dá um clima bom faz com que ela se transforme numa belíssima (e
dificilmente decepcionante) puta.
Sabe tirar sofisticação mesmo de situações de baixo orçamento. É a puta
dançarina. Se numa festa a fantasia tiver uma mulher vestida de
odalisca e dançando de maneira muito empolgada, pode ser uma puta de
peixes, mas se estiver muito perfumada, é de libra. O que importa é
dançar. As cachorrinhas de baile funk são muitas vezes librianas.
ESCORPIAO
- é a puta cara-de-pau. Não parece muito puta, normalmente é tímida,
mas quando dá pra ser puta, deus nos acuda...dá em qualquer ambiente:
banheiros, almoxarifados, corredores de teatro, congresso nacional... É a
típica esposa puta, daquelas que fala "oi benzinho" quando o marido chega
cansado de uma longa viagem e ela aproveitou para tirar o atraso com
marinheiros ou strippers enquanto o marido viajava. O marido nem desconfia
de que tem uma máquina de chifres em casa. A puta de escorpião é uma das
poucas que não precisa de justificativa para dar. É na base do "dou porque
gosto", se não for intelectualizada, ou do tipo "dou, logo existo", se for
intelectualizada.
SAGITÁRIO
- a puta de sagitário ri muito, fala palavrão e pode comentar o seu
desempenho sexual até na fila do caixa eletrônico do Itaú. Tem especial
atração por bois e cavalos, assim como as taurinas. É a puta de festa
do peão. Também pode ser a puta fotogênica, daquelas que dançam no
programa do Gugu ou ficam nos stands do Salão do Automóvel.
As bandas de Axé Music, quando tem dançarinas, pode crer que uma delas é
de sagitário. Piadas são com elas mesmas. Sem-graça, mas tudo bem. O que
vale afinal são os buracos, todos muito gulosos.
CAPRICÓRNIO
- é o mais claro exemplo que confirma a frase que diz "as aparências
enganam". Muito econômica em tudo na vida, só abre exceção para o sexo,
onde não economiza nada. Suga tudo, o cu fica imenso, a buceta fica
roxa...E ela ainda quer mais, mais, mais. É como a ariana neste sentido,
só não é violenta. É a puta que gosta de reggae, ou de música
regionalista. Pode ser comunista, às vezes. E é fã de Gilberto Gil, claro.
Só ele é capaz de fazê-la interromper uma trepada. Está dada a dica.
Quando você não aguentar mais, pegue o controle do aparelho de som sem que
ela perceba e toque alguma faixa do seu cd do Gil. Ao menos enquanto durar
a música, a pausa estará garantida.
AQUÁRIO
- a puta de aquário dá por humanitarismo. Ela gosta de ajudar os
necessitados e desvalidos de todo tipo. Se apaixona por gays com
facilidade, pois sabe que jamais vão querer comê-la, a menos que ela os
envolva com teorias altamente freudianas explicando que é mister que eles
se lembrem da virilidade perdida, reeditando seus complexos edipianos,
comendo uma puta aquariana de vez em quando (só mesmo uma puta de aquário
para embarcar numa viagem destas, e pior ainda, convencer!). A puta de
aquário, às vezes num puta tédio de puta, na ânsia de uma nova e
emocionante aventura, dá pra algum sujeito totalmente inusitado, ou
somente para não perder o costume, afinal de contas, é de aquário mas é
puta. Quando uma mulher de aquário que não é puta e quer agir como puta,
normalmente usa de alguma justificativa humanitária para consolidar seu
desejo. Agora, se você é daqueles sujeitos que se realizam sendo os
"heróis" que tiram as mulheres putas de sua "vida dura", convertendo-as em
mulheres virtuosas, não perca tempo com uma puta de aquário. Ela jamais
deixará de ser puta só porque você quer.
Não existe aquariana que vire puta por "necessidade financeira" ou
qualquer outro pretexto típico de puta. Se virou é porque quis mesmo. As
putas de aquário são facilmente reconhecidas numa danceteria: quando
começa a tocar " eu sou de ninguém/eu sou de todo mundo/e todo mundo me
quer bem", ela sempre é a primeira a sacudir o corpo todo, com as mãos pra
cima, olhos fechados mirando o céu, cantando o refrão...
PEIXES
- uma gracinha de putinha. Adora desenhos animados, normalmente o do
Pica-Pau, ou Pinky e o Cérebro se ela for uma puta de classe média e tiver
tv a cabo. É daquela que não tem problema nenhum em comentar um episódio
do Chaves entre uma trepada e outra. Tem cara de séria. Pode trepar com
uma expressão tão sisuda que vai parecer que está dando por obrigação.
Ledo engano. É que ela está sempre com expressão séria, mesmo. É a típica
putinha que freqüenta bares de mpb. Adora dar pra músicos. Para cada
música do Chico Buarque que você tocar, a puta pisciana te oferece um
boquete com creme de leite, ou um cuzinho Passado, ou uma tradicional e
sempre bem-vinda xoxotada
ao molho madeira, pra ela tanto faz. E depois de uma boa trepada com
seu músico favorito, volta para o bar, sobe no palco e canta Elis Regina.
Pior ainda: canta bem. Chora um pouco depois da quarta trepada
consecutiva. Não é culpa sua: ela chora por qualquer motivo, mesmo. Tome
cuidado para não se apaixonar ! Lembre-se de que é uma puta, e vai
reproduzir as mesmas lindas emocionantes cenas na cama de algum sambista
mal-sucedido no dia seguinte.
Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa... Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitada, que coloco em palavras todo o meu processo mental, e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa. estou aprendendo que a vida é o agora, porque já não tenho mais idade para, dramaticamente, usar palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos estou aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.substituo expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar", e é esse o jeito mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência e como diria Caio F. Abreu "Me ajuda que hoje eu tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou Virginia Woolf em outras vidas..." Me explica, que às vezes tenho medo. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim. Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parada, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada. E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? Parece incrível ainda estar viva quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê, e não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim. Mas se eu tivesse insistido, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lembranças esquecidas numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Preciso continuar aqui onde está constantemente amanhecendo.Essa morte constante das coisas é o que mais dói, e o pó se acumula todos os dias sobre as emoções.
"...guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo...Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. " Caio F. Abreu
É claro que é o título de um filme que me foi recomendado porque se parecia muito comigo. Comecei a assistir e fiquei tentando imaginar onde ele poderia ter algo haver comigo. Mas, quando as cenas vão se passando e automaticamente se encaixando fui percebendo que atravessei quase o mesmo processo que as personagens principal do filme. É claro que também ri e chorei sozinha, talvez num ato de pena-de-mim-mesma!! Por que será que nunca ouvimos a mulher que existe dentro de nós, para que eventualmente também consigamos entender o que elas realmente querem? De todas as lições a que somos obrigadas novamente a nos submeter, a mais importante aparece carregada de um cretinismo tão honesto que chega a encantar.
"Descobri que quase tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: "encontro de amor é jornada finda". Que idéia maravilhosa! Pessoalmente, eu achei que tivesse passado por algo parecido com isso. Estou convencida de que Shakespeare já. Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas. Não foi Shakespeare que também disse que o amor é cego? Isso é uma coisa da qual eu tenho certeza. Para alguns, sem explicação, o amor se apaga. Para outros o amor simplesmente se perde.. ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite. No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel... aquele que quase mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido". E eu sou especialista nele. A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente. Mas, o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aqueles que se apaixonam sozinhos? Somos vítimas de uma relação de mão única. Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não amados. Os que caminham feridos, os deficientes sem uma vaga exclusiva...". Até bem pouco tempo atrás o amor tomava uma grande parte do meu tempo, pensava nele muito mais do que deveria. Mas é assim, faço parte dos que amam e não são correspondidos. Que experimenta o amor de todas as fomas: o amor cego, o amor que se apaga sem explicação, amor que se perde ou amor que brota e dura as vezes uma noite. Depois vem novamente o vazio e é ele que nos faz seguir em frente e quando menos se espera estar novamente a procura dele. É a vontade de sentir e ter um abraço que te faça esquecer do resto do mundo. É a vontade de se ouvir palavras de um futuro bom. É a vontade de mesmo tendo um 'beijo de criança', este ser o mais gostoso do mundo. É sentir potencial para se apaixonar.É o desejo, é a falta e é a vontade de tantas coisas boas reunidas em uma só que nos fazem continuar nessa eterna procura. Que me faz ter certeza de que o amor não tira férias!
Por mais que se afirme não querer mais saber do amor ( e já perdi as contas das vezes que essa frase foi dita por mim), inconscientemente em qualquer oportunidade estamos nós prontos para viver o que for, ir até o fim para saber se é amor.
"Estou tentando dizer é que compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabíamos existir lá dentro. E não importa seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com as amigas, quando se deitar, continuará relembrando cada detalhe e se perguntando o que fez de errado ou por que não percebeu. E como pôde, por aquele breve momento, achar que era feliz? Pode até se convencer que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz se sentir querida e os pequenos pedaços da sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu na sua vida, começarão a desaparecer". (Iris, personagem de Kate Winslet)
Por Nádia Lopes
Tudo bem que elas viram borboleta, hoje eu sei...o tempo pode ser um a grande remédio ou uma grande desculpa...enquanto isso sinto que a vida é esse minuto passando. A vida não é brincadeira. Num dado momento, nos tira as certezas nos deixa caídos e desamparados, é a passagem do sonho para realidade que é sempre um abismo louco e longo...de onde podemos alçar vôo ou cair para sempre. Viver é esse exercício de fazer escolhas, assim definitivas entre a vida e a morte, entre viver cada minuto com o peso da responsabilidade de ser único ou com a leveza de que é frágil, passageiro e só nos resta vivê-lo intensamente (ou não) mas sempre como donos da história e da escolha. Já fui mais pesada em relação a vida, uma boa Uraniana (Aquário) carregando minha casa natal e dando um jeito meio cinza e dramático de viver. Por vezes estive triste...me alimentando de dores e lendo Fernando Pessoa, Clarisse, Cortázar, Caio Fernando Abreu, Lya Luft, etc (tudo bem, eu aindo os leio)... era quase um exercício de silêncio e solidão...difícil explicar, mas, era como se ser feliz fosse um egoísmo extremo, uma inconsciência, uma alienação...Mas PASSOU! Não sei se foi por que ouvi alguém cantarolar que era "preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", ou por que deixei de me levar a sério, ou por que a vida ficou tão caótica que ficou cômica, ou se foi a lua em leão, ou meu ascendente que é sagitário, me amoleceu...ah, eu não sei... de repente, não queria mais fomentar a dor, foi como se a tal felicidade, que eu sempre soube merecer e procurava em bocas e braços alheios, me fizesse um "psiu" me chamando para dentro, como se a consciência tivesse descoberto a Bahia, e brincasse nas águas de Salvador, foi assim num minuto qualquer que optei pela vida. A leveza da vida, não me queria mais exposta e em carne viva, deixei de cutucar as feridas de sempre, de espalhar pelo caminho as pedras que fatalmente me derrubavam, me perdoei de várias asneiras, deixei de engessar os braços antes de subir nos muros, de criar pontes quebradas me impossibilitando seguir, talvez tenha sido Manoel da Barros que me disse "que os passarinhos de NY também tem duas patas e que tudo era só vento e aflição do espírito"...foi um soma de pequenos detalhes, poesias, palavras, filmes, foram beijos gostoso que passaram sem deixar um gosto ácido na boca, foram alguns abraços, alguns sonhos que reinventei, cores que voltei a ver, foi a vida me convidando prá dançar, e dessa vez não era tango.... Hoje sei que as dores todas eram minhas, criadas por mim, vendo através da lente dos meus complexos, super valorizando meus medos, minha incapacidade de me encarar, eram diques ... palavras entaladas na garganta que só sabiam arder, culpas, medos, sufoco...eram meus escudos.
A vida é linda, brilha...e se as vezes dói, é como diz a Virgínia no filme ´as horas´: "é preciso alguém morrer para os outros valorizarem a vida"... talvez a Patrícia sem esperança tenha morrido, mas a que ficou está voando...refiz minhas asas, é sempre primavera, vento norte e eu mereço! Merecemos!

"...Não ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy-ends cinderelescos, ela queria acreditar. Até a noite súbita em que não conseguiu mais.
... Sem pensar em nada, sem nenhuma amargura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu azul- aquela não dor, afinal."(ao simulacro da imagérie - Caio Fernando Abreu)
E em cada recomeço, quando de um jeito não tolo, volto a querer acreditar.
E por pura magia do querer, acendo primaveras e faço sol. E assim, desse jeitinho choroso, invasivo, dançarino, alegre, triste, ansioso, feliz, extremo, exagerado e único...tenho colocado o pé na vida:
inicios
fins
e
meios...
disso são feitos todos os caminhos.....
de verdade? eu não tenho quase nada pra dizer hoje. Passei o dia praticamente muda, ou melhor dizendo, monossilábica...além de trabalhar, a única coisa que vem tendo a minha atenção são alguns clipes do YouTube, e claro o cd Dois Quartos da Ana Carolina, "...pra falar de tolerância e acabar com essa distância entre nós dois...". Hoje foi um dia horroroso pra mim, mas deixa eu te dizer algo que eu poderia ter te dito e não disse. Tu moves a minha felicidade e tudo o que demais há...por você meus olhos brilham e minha dor se acalma..."aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe (aqui é a raiz da raiz e o botão do botão e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)...que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura)...seja você que é o que quer que seja o que a lua signifique...você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar...", meus olhos vão buscar e as minhas mãos vão sentir. Te amo!
* Ouvindo: Um edifício no meio do mundo| Ana Carolina
Tudo bem que televisão precisa de tudo um pouco, até mesmo que a realidade vire ficção para chamar a atenção dos telespectadores. O "Darly" mandou matar o Chico e a Senhora Dona Glória Perez se encarregou de matar a nossa história, que não precisava em nada da sua ficção para se tornar um atrativo ao telespectador sensível que com certeza parou tantos dias a frente da tv para "aprender" um pouco mais da história do Brasil que o próprio Brasil não conhece, e que pelo visto continuará na ignorância de não conhecer. Demorou demais para contar a 1ª fase, deixou a 2ª fase cair na monotonia, com personagens que tão pouco existiram e na 3ª parece-me que estavas apressada demais para pegar o último vôo de volta para casa.
Os alicerces do povo acreano estão na sua história, e não pense que eramos um "povo quase sem identidade" antes da sua minissérie, que não somos mesmo. A nossa identidade está no orgulho que temos em carregar nossa bandeira por onde vamos ou soltar a nossa voz (que a rede globo emudeceu), colocando só um pedaço da primeira estrofe do hino acreano apenas no último capítulo da minissérie. Hino este que senão todos, mas um boa parte dos acreanos sabem cantar. E cantamos com paixão e simplicidade de quem escolheu ser brasileiro. Peço desculpas pela minha total ingratidão em não enxergar que a minissérie colocou o Acre e a "Amazônia" que “ninguém conhece” no cenário mundial. Eu teria que ter tido a sensibilidade de te agradecer Glória pelo favor que você fez aos acreanos, pela bagatela de quase R$400.000,00 (quatrocentos mil) por cada capítulo, para mostrar o Acre para o mundo como sempre quis nosso ex-governador, deixar marcado para sempre sua estadia no governo do Acre!. Heroísmo e traição são duas faces da história acreana. Agora acredito que na vida tudo tem o seu preço e "que este sol a brilhar soberano...encha o peito de cada acreano, de nobreza constância e valor..."
Ps.: Cadê a Del-zu-í-te???
Reflito-me nos espaços vazios, entre os versos, poemas e músicas (é claro que estou ouvindo Ana Carolina - Dois Quartos), mas hoje me sinto órfã das letras, sigo numa busca incansável pelas palavras que me inventaram. NUnca sei onde chegar quando escrevo, só percebo o ponto ao ultrapassá-lo. O excesso me equilibra. Invejo a ausência, desconfio da expressão correta, do poema exato. A escrita engana, não existe palavra verdadeira e somente o vazio não tem um dono, o resto é criação de alguém. Porém, de alguma forma, o silêncio grita nossas verdades. A minha verdade de agora é que não gosto de delimitações. Tudo que não ultrapassamos na vida, a vida nos ultrapassa. O pouco não abastece, o normal deixa a desejar. Não quero chegar somente aonde pretendo, meus anseios não se contentam com caminhos traçados. A natureza não segue metas. O rio não calcula por onde passará. Os sonhos têm afinidade com tudo que não é simples. Gosto do equilíbrio, mas a intensidade é a moderação da felicidade. Não me diga que não ouse, não tente, não ouça, não prove, não trepe, não, isso não, isso é loucura. A maior insanidade é a opção pelo comum. Nunca segui medidas, viver é meu exagero.
* Ouvindo: Ruas de Outono|Ana Carolina
Ps.: A VERDADE É QUE EU TE AMO! SINTO SAUDADES DO SEU SORRISO E DO QUARTO DESARRUMADO PELA MANHÃ!

Que Cazuza 'é' um gênio atemporal isso eu já sabia, relembrando algumas de suas inusitadas letras parei no seu "querido diário - Tópicos para uma semana utópica", somente Cazuza para me libertar da nostalgia de um domingo a noite.
Segunda-feira:
Criar a partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo
Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro
Quarta-feira:
Magia acima de tudo
Drogas barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do universo
Quinta-feira:
Olhar o mundo
Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos
Como fazem os mudos
Sexta-feira:
Assunto de família:
Melhor fazer as malas
E procurar uma nova
(Só as mães são felizes)
Sábado:
Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiênico
E limpar o cu
Com os sentimentos mais nobres
Domingo:
Não pisar em falso
Nem nos formigueiros de domingo
Amar ensina a não ser só
Só fogos de São João no céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas moitas do metrô nos muros
E esquinas sacanas comendo a rua
Porque amar ensina a ser só
Lamente longe por favor
Chore sem fazer barulho

Vivo na intensidade da vida, dos pensamentos, das metamorfoses, dos personagens a exigirem vida, de reflexões...Rebentos pensamentos que se partem pelos olhos, pêlos, boca. Pela vagina....Dilaceram-me tal é a necessidade de os parir.São possessivos, seguram-me os pulsos e fodem-me um após outro. querem que os ame, que os embale, que seja puta, que seja mãe, que seja amante. E eu sou tudo isso e muito mais...e muito menos também. Nesses pensamentos me venho uma e outra vez com o teu nome preso nos lábios e os pulsos presos nesta cama que se construíu dos nossos olhares e pernas que acasalaram com a nossa permissão. De certo é que nem todos os vazios são preenchidos, mesmo quando procuro entender o que é a dor que de não haver mais razões para chorar e no entanto o corpo rasgar-se a cada minuto...sinto que a cada dia que passa apenas o murmúrio de ternura atravessa o tempo em nós.E começo a esvair-me, dando-me conta de que certas viagens quando terminam já não importam mais se chegaram ou não ao seu destino, porque o preço é demasiado alto. Eu fiz muitas. Muitas viagens. Cá dentro. Dentro do meu ser. Conheci pedaços de mim que não amo. Encarei-os. Fiquei a espera de um amanhã que nunca chega. Amei os filhos que não tinha, sonhei com a casa que não construi, acaricei um rosto que não conhecia. Morre em mim. Renasce em mim. Se sou a tua vida, mãe, amante, criadora, de certo que não sou nada também!!
Eu adoro passear por blogs alheios, e leio cada coisa!!!...Mas, esta logística chamou-me atenção, estava escrito:

O Amor é lógico
Um leão com azia, uma cegonha orfã, um cão sem dono, uma hiena melancólica, um elefante constipado, um pirilampo fundido, um leopardo coxo, um rouxinol rouco, uma andorinha sem ninho, uma víbora antidotosa e eu sem ti.
Existem coisas que fazem todo o sentido.
rssssss!!! e não é que fazem mesmo?
P.s.: Quando não estás é como se mais nada estivesse no meu lugar. Tua ausência desperta em mim o apetite que vagarosa e assustadoramente me toma. São tantos os beijos que ficam por te roubar. Quanto mais me faltas mais o teu corpo me cerca!!!
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Patrícia Moura. |
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